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Nunca acreditei em Cristo só por religião. Minha fé nEle não é uma fé cega, sem embasamento. Creio porque de fato acho que Ele é Deus, que é o único homem sem pecado que pisou nessa terra, que é o Salvador da humanidade (Cristo, não a igreja evangélica), que representa o filho de Deus prometido no Velho Testamento, que morreu, que ressuscitou… Acredito plenamente em tudo isso!

Já tenho falado há alguns posts sobre um livro que marcou minha vida espiritual: o livro “Mais que um carpinteiro” de Josh McDowell, um cara que pensava que os crentes eram todos “loucos”, que os depreciava e discutia com eles, argumentando contra sua fé, mas que, eventualmente, descobriu que tais argumentos não tinham consistência.

Baseada neste livro, escrevi os últimos seis posts deste blog:

1 – Louco, mentiroso ou Deus
2 – Um caráter consistente
3 – Ressurreição? Aí já é demais…
4 – Você morreria por uma mentira?
5 – Passado de crente
6 – Profecia, Poder e Amor

Os textos acima falam um pouco sobre a consistência da pessoa de Jesus Cristo, mas, percebi algo importante ao longo desse tempo (longo mesmo). Percebi que por mais que eu argumente, por mais que haja provas, por mais que o meu jeito de ter chegado a Cristo tenha sido de forma argumentativa e através da análise de fatos sobre Ele, nem sempre as coisas funcionam assim e nem sempre essas provas são, de fato, necessárias.

E=m*c^2

Gosto do lado esquerdo do cérebro, do racional, mas no âmbito espiritual (e em muitas coisas na vida) nem tudo pode ser explicado e provado e, mesmo assim, pode merecer crédito.
A fé é necessária, é uma prova de confiança no Deus que cremos, é uma forma de demonstrar o amor que temos por Ele.

Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos. (Hebreus 11:1)

Se para crer num deus você SÓ se baseia em provas, sinto muito, mas talvez não valha à pena crer nesse deus.

Hoje não vou abordar nenhuma das evidências sobre a veracidade de Cristo como vinha fazendo até então, vou apenas usar um texto de um blog que recomendo totalmente, o blog de Ed René Kivitz, e que comunica perfeitamente o que eu disse ou tentei dizer

A parábola da bola

Os dez homens importantes sentados ao redor da bola discutiam acaloradamente:
– A bola é grená, disse um.
– Claro que não, a bola é bordô, retrucou outro em tom raivoso.

Todos estavam fascinados pela beleza da bola e tentavam discernir a cor da bola. Cada um apresentava seu argumento tentando convencer os demais, acreditando que sabia qual era a cor da bola. A bola, no centro da sala, calada sob um raio de sol que entrava pela janela, enchia a sala de uma luminosidade agradável que deixava o ambiente ainda mais aconchegante, exceto para aqueles dez homens importantes, que se ocupavam em defender seus pontos de vista.

– Você é cego?, ecoou pela sala gerando um silêncio que parecia ter sido combinado entre os outros nove homens importantes. Era até engraçado de observar a discussão – na verdade era trágico, mas parecia cômico. Todos os dez homens importantes usavam óculos escuros, cada um com uma lente diferente. Talvez por causa dos óculos pesados que usavam, um deles gritou “você é cego?”, pois pareciam mesmo cegos.

Depois do susto, a discussão recomeçou. O sujeito que acreditava que a bola era cor de vinho debatia com o que enxergava a bola alaranjada, mas um não ouvia o que o outro dizia, pois cada um usava o tempo em que o outro estava falando para pensar em novos argumentos para justificar sua verdade. Aos poucos, a discussão deixou de ser a respeito da cor da bola, e passou a ser uma troca de opiniões e afirmações contundentes a respeito das supostas cores da bola. A partir de um determinado momento que ninguém saberia dizer ao certo quando, os dez homens tiraram os olhos da bola e passaram a refutar uns ao outros. Em vez de sugestões do tipo: – A bola é vermelha, todos se precipitavam em listar razões porque a bola não era grená, nem cor de vinho, nem mesmo alaranjada.

De repente, alguém gritou: – Ei pessoal, onde está a bola? Todos pararam de falar – estavam todos falando ao mesmo tempo, e foi então que perceberam um alarido parecido com aquelas gargalhadas gostosas que as crianças dão quando sentem cócegas. Correram para a janela e viram uma criançada brincando com a bola, que parecia feliz sendo jogada de mão em mão. Ficaram enfurecidos com tamanho desrespeito com a bola. Ficaram também muito contrariados com a bola, que parecia tão feliz, mas não tiveram coragem de admitir, afinal, a bola, era a bola.

Lá fora, sem dar a mínima para os dez homens importantes, estavam as crianças brincando e se divertindo a valer com a bola que os dez homens importantes pensavam que era deles. E nenhuma das crianças sabia qual era a cor da bola.

Crianças brincando com um bola.

Abraços de quem está aprendendo a não se importar tanto com a cor da bola,

Aline Alencar

P.S.: Este é o último texto de um série de 7 textos (I made it!).


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Sinceramente é difícil crer que existe um Deus amoroso e poderoso quando a realidade que vemos é dolorosa o bastante para achar que esse Deus tenha esses dois atributos. Ou Ele é amoroso ou é poderoso, é isso que nossa realidade nos faz pensar.

Bom, não tenho dúvidas (e não condeno se você as tem) de que Deus é amoroso E poderoso. Os dois. Juntos!

Como? Depois de tudo isso que tem acontecido você não vai mudar de assunto? Vai continuar fingindo que existe um Deus? Que Ele é amor e blá, blá, blá?

Bem, eu vou continuar falando nEle… e espero que isso nunca acabe! (Ele eu sei que nunca acaba, espero que não acabe em mim o desejo de falar nEle).

No livro que tenho usado como base para esses longos posts (no tamanho e no intervalo entre eles), “Mais que um carpinteiro” de Josh McDowell, tem um capítulo que menciona as profecias acerca de Cristo.

Com detalhes bastante expressivos, Deus fez uma descrição na História para destacar seu Filho de qualquer outra pessoa que já viveu neste mundo, no passado, presente e futuro. Os detalhes específicos desta identificação podem ser encontrados no Velho Testamento, um documento que foi escrito num período de 1000 anos e contém 300 referências à sua vida. (Josh McDowell)

Pelo método das probabilidades, as chances de que apenas 48 destas profecias se cumprissem numa pessoa eram de 1 em 10 elevado à 57 (57 zerinhos, lembra?).

Ao longo da história, já surgiram vários homens com alegações razoáveis que se diziam ser o Messias judeu. Mas somente um – Jesus Cristo – indicava as profecias cumpridas em sua vida para fundamentar suas declarações e somente as credenciais dele apoiavam sua reivindicação.

Algumas das profecias sobre Jesus:

  • Em toda a Bíblia há somente um homem que nasceu da descendência de mulher, todos os outros nasceram da semente do homem; (Gênesis 3:15)
  • Em Gênesis 9 e 10, Deus definiu ainda mais esta identificação. Noé tinha três filhos, Sem, Cão e Jafé. Todas as nações do mundo podem traçar suas origens até esses três homens, mas o Messias viria da descendência de Sem (dois terços da população já eliminada);
  • Depois, Deus disse que o Messias viria de um homem chamado Abraão. Este homem teve dois filhos, Isaque e Ismael. Muitos dos descendentes são eliminados quando Isaque é escolhido para que da sua descendência viesse o Messias;
  • Mais na frente, Deus indicou que o Messias seria traído, pór um amigo, por trinta moedas, de prata, e que estas seriam jogadas no chão, do templo.
  • Em Miquéias 5:2, Deus eliminou todas as cidades do mundo, escolhendo Belém, uma localidade com menos de 1000 habitantes, para ser o berço natal do Messias;
  • Malaquias 3:1 e outros versos do Antigo Testamento definem a vinda do Messias para uma época em que o Templo de Jerusalém ainda estaria de pé. Interessante lembrar que o templo foi destruído em 70 d.C. e desde então não foi mais reconstruído.

Alguém pode discordar e afirmar que tais profecias foram escritas depois que Cristo já viera e adaptadas para coincidir com os eventos de sua vida. Isto pode até parecer plausível, mas é importante saber que a tradução em grego do Velho Testamento hebraico (Septuaginta) foi produzida entre os anos 200 e 150 a.C.

Alguém pode dizer também que Jesus, deliberadamente, procurou cumprir as profecias do Velho Testamento. Devemos lembrar que muitos dos detalhes escritos no Velho Testamento a respeito do Messias estavam totalmente fora do controle humano. Por exemplo:

  • O lugar do seu nascimento;
  • A época de sua vinda;
  • A maneira como nasceu;
  • A forma como morreu;
  • A reação do povo;
  • As zombarias;
  • O jogo de dados a propósito de suas vestes;
  • O fato de não haverem rasgado seu manto;

Todos os pontinhos acima foram previamente escritos. Como Jesus poderia ter dado um jeito de forjar tudo isso?

Imagino que Deus tenha usado tamanha precisão porque ele desejava que o Seu Filho tivesse todas as credencias de que precisaria quando viesse a esse mundo.

Voltando ao Deus amoroso E poderoso, não acho que Ele esteja sentado no seu trono observando impassível à tsunami devastar o Japão, as 11 crianças morrerem assassinadas de forma trágica (já faz um mês), nações se degladiarem gerando um saldo de mortes assustador. Não acho! Também não arrisco querer especular o que Ele estava fazendo… Convenhamos, uma gotinha (e não sou nem isso) não tem uma visão muito privilegiada para perguntar ao oceano o que estava acontecendo com cada uma das outras zilhões de gotas.

Ouvi certa vez que “Se Deus sempre demonstrasse o seu poder, não teria como demonstrar o seu amor” e é verdade! Alguém já imaginou um pai ou mãe que sempre usa de sua autoridade para corrigir? Que tipo de amor seria demonstrado? Que tipo de filho estariam criando?

Entendo muito pouco sobre os desígnios de Deus, mas tem lógica a forma como Ele planejou tudo, a forma como Ele decidiu tratar seus Filhos, nem sempre dando tudo, pois um pai amoroso também diz Não, e nem sempre punindo impiedosamente todos os erros da humanidade, pois se fosse assim não teria mais ninguém por aqui né?

Abraços,

Aline Alencar

P.S.1: Este é o 6º texto de um série de 7.

P.S.2: A quem esperou ansiosamente por esse texto, prometo que o último não demorará.


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Placas representando o passado, presente e futuro.

Um bêbado inveterado deixa de beber.
Uma usuária de crack larga o vício que outrora a dominava.
Um mentiroso por hobby decide pagar o preço de falar a verdade.
Uma viciada em jogo, um adúltero de carteirinha, uma falsa religiosa, um julgador de plantão, um covarde, um assassino e tantos, tantos e tantos outros homens e mulheres tiveram seu caráter remodelado. Verdadeiramente remodelado!

Antes de falar do que vou falar, gostaria de dizer que um caráter remodelado não significa uma perfeição alcançada… Como já ouvi certa vez: “Perfeição é alvo de cristão e não estado de cristão!”.

Uma das mais incríveis mudanças no caráter de um homem aconteceu com Saulo (e comigo também, mas depois eu conto). Saulo que tornou-se Paulo.
Saulo era um dos mais terríveis antagonistas do cristianismo.
Era temido pelos cristãos devido à sua ferrenha e violenta oposição a eles.
Ele estava envolvido na morte de Estevão:

“…Ouvindo isso, ficaram furiosos e rangeram os dentes contra ele. Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, levantou os olhos para o céu e viu a glória de Deus, e Jesus em pé, à direita de Deus, e disse: ‘Vejo os céus abertos e o Filho do homem em pé, à direita de Deus’.
Mas eles taparam os ouvidos e, dando fortes gritos, lançaram-se todos juntos contra ele, arrastaram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas deixaram seus mantos aos pés de um jovem chamado Saulo.”
(Atos 7: 54-58)

E Saulo estava ali, consentindo na morte de Estevão. Naquela ocasião desencadeou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém. Todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e de Samaria.” (Atos 8:1)

Saulo nasceu em Tarso, uma cidade universitária conhecida por sua cultura e pelos filósofos da escola estóica. Por isso, Saulo estava em contato com o mais avançado ensino do seu tempo.
Ele possuía a cidadania romana, um altíssimo privilégio, além de ter um bom domínio do grego e demonstrar bastante habilidade de dialética. Citava poetas pouco conhecidos.

Mas sabe o que aconteceu a Saulo?

“Enquanto isso, Saulo ainda respirava ameaças de morte contra os discípulos do Senhor. Dirigindo-se ao sumo sacerdote, pediu-lhe cartas para as sinagogas de Damasco, de maneira que, caso encontrasse ali homens ou mulheres que pertencessem ao Caminho, pudesse levá-los presos para Jerusalém.
Em sua viagem, quando se aproximava de Damasco, de repente brilhou ao seu redor uma luz vinda do céu. Ele caiu por terra e ouviu uma voz que lhe dizia: “Saulo, Saulo, por que você me persegue?” Saulo perguntou: “Quem és tu, Senhor?” Ele respondeu: “Eu sou Jesus, a quem você persegue. Levante-se, entre na cidade; alguém lhe dirá o que você deve fazer”.    Os homens que viajavam com Saulo pararam emudecidos; ouviam a voz mas não viam ninguém. Saulo levantou-se do chão e, abrindo os olhos, não conseguia ver nada. E os homens o levaram pela mão até Damasco.”
(Atos 9: 1-8)

É comum ouvir comentários sobre pessoas que aprontaram a vida toda e, enfim, decidiram ser “santos”. Isso é até motivo de piada: “essa casa tá mais suja do que passado de crente”, costuma-se dizer.
Com desdém, muitos condenam quem um dia “foi ruim” e decidiu mudar! Mal sabem tais pessoas a alegria que é para uma mãe, ver que o seu filho que descia ladeira abaixo no abismo das drogas, enfim encontrou uma saída. Quanta felicidade há no lar de quem viu seu pai, antes um bêbado cambaleante, enfim ter uma aparência de alguém sóbrio, com quem se pode conversar sem medo!
E o que dizer de alguém que já colocou as finanças da família em risco por causa de um vício por jogos passar a andar com segurança na calçada de um cassino?

É na igreja que há a maior concentração de “ex”: ex-prostitutas, ex-álcolatras, ex-adúlteros, ex-covardes, ex-fofoqueiros, ex-etc (na igreja não só há ex não…).

Acredito no poder transformador de Cristo. Acredito também que uma instituição religiosa pode acarretar em mudanças em algumas pessoas. Muitos “ex-alguma-coisa” passam a praticar alguma outra “nova-coisa” sem se darem conta que esse novo costume também desagrada a Deus… O poder transformador de Cristo é mais abrangente, engloba o caráter como um todo. Deixar de fumar crack pra ficar falando de quem faltou ou não faltou ao culto de oração de terça não é algo que agrade a Deus. Certamente isso traz grandes retornos para a sociedade, mas para Deus, que vê o coração, a transformação tem que ser bem mais profunda.
(Que fique claro que não estou colocando Deus dentro de padrões. De forma alguma! Ele não cabe em padrões e age como como quer. Há pessoas que vão largando seus pecados aos poucos, uma mudança de cada vez, enquanto outras mudam radicalmente. Deus faz com cada um como Ele bem entende!).

E com Saulo, Deus decidiu agir radicalmente!
A mudança de Saulo foi tão repentina que causou medo e desconfiança nos cristãos que sofriam as perseguições que Saulo comandava. No texto abaixo, vemos Ananias questionando Deus por tê-lo mandado falar com Saulo:

“Em Damasco havia um discípulo chamado Ananias. O Senhor o chamou numa visão:
- ‘Ananias!’
- ‘Eis-me aqui, Senhor’, respondeu ele. O Senhor lhe disse:
- ‘Vá à casa de Judas, na rua chamada Direita, e pergunte por um homem de Tarso chamado Saulo. Ele está orando; numa visão viu um homem chamado Ananias chegar e impor-lhe as mãos para que voltasse a ver’.
- ‘Senhor, tenho ouvido muita coisa a respeito desse homem e de todo o mal que ele tem feito aos teus santos em Jerusalém. Ele chegou aqui com autorização dos chefes dos sacerdotes para prender todos os que invocam o teu nome’. Mas o Senhor disse a Ananias:
- ‘Vá! Este homem é meu instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios e seus reis, e perante o povo de Israel. Mostrarei a ele o quanto deve sofrer pelo meu nome’.
Então Ananias foi, entrou na casa, pôs as mãos sobre Saulo e disse:
- ‘Irmão Saulo, o Senhor Jesus, que lhe apareceu no caminho por onde você vinha, enviou-me para que você volte a ver e seja cheio do Espírito Santo’.
Imediatamente, algo como escamas caiu dos olhos de Saulo e ele passou a ver novamente. Levantando-se, foi batizado e, depois de comer, recuperou as forças. Logo começou a pregar nas sinagogas que Jesus é o Filho de Deus.”
(Atos 9: 10-20)

Imagem de um árvore seca e ambiente desértico de um lado e uma árvore frondosa e o mar de outro.

E Saulo tornou-se Paulo, um ex-perseguidor de cristãos!
Sua mudança, tal qual a mudança que ainda ocorre em muitas pessoas nos dias de hoje, deixou o povo perplexo!

“Todos os que o ouviam ficavam perplexos e perguntavam: ‘Não é ele o homem que procurava destruir em Jerusalém aqueles que invocam este nome? E não veio para cá justamente para levá-los presos aos chefes dos sacerdotes?’”
(Atos 9: 21)

Paulo, o um ex-perseguidor de cristãos, tornou-se um gigante de Deus. Foi o maior defensor e anunciador dos feitos de Jesus Cristo. Não é à toa que estão registradas na Bíblia Sagrada 13 livros (cartas) escritos por Paulo (Romanos, duas aos Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, duas aos Tessalonicenses, duas a Timóteo, Tito e Filemom).

Sobre Paulo falaram ainda: “Aquele que antes nos perseguia, agora está anunciando a fé que outrora procurava destruir”. (Gálatas 1: 23)

Saulo -> Jesus Cristo -> Paulo: Uma mudança dessa só Ele pode fazer! E ainda hoje faz…

Abraços,

Aline Alencar

P.S.: Este é o 5º texto de um série de 7 textos (eu vou chegar lá…).


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Quando li o capítulo 5 do livro “Mais que um carpinteiro” (livro que tenho usado para escrever essa série de textos), fiquei realmente intrigada com o fato de uma pessoa morrer por defender algo que sabia que era mentira.

Uma já me deixou encucada. Tentei imaginar três pessoas fazendo um pacto de manter, mesmo sob ameaça de morte, uma história que as três sabiam tratar-se de uma fraude.

De que exatamente estou falando? Vou explicar…

Verdade X mentira

Pedro, André, Tiago1, João, Filipe, Judas, Bartolomeu, Tomé, Mateus, Tiago2, Simão e Tadeu foram os 12 homens escolhidos por Jesus para aprender com Ele lições práticas a fim de disseminarem tais lições após a partida de Cristo.

Os 12 pareciam surdos. Jesus avisava todo o tempo que era necessário que Ele morresse, que esse era o grande plano do Pai, mas os discípulos não escutavam essa mensagem cruel.

Desde aquele momento Jesus começou a explicar aos seus discípulos que era necessário que ele fosse para Jerusalém e sofresse muitas coisas nas mãos dos líderes religiosos, dos chefes dos sacerdotes e dos mestres da lei, e fosse morto e ressuscitasse no terceiro dia.

Então Pedro, chamando-o à parte, começou a repreendê-lo, dizendo: “Nunca, Senhor! Isso nunca te acontecerá!” (Mateus 16:21-22)

O que os discípulos queriam era ver o seu Rei exercendo o Seu poder. Por isso ficaram tão surpresos quando aquele homem com o qual conviveram por três anos vendo-o realizar tantos milagres, agora definhava numa cruz, o estilo de morte mais humilhante da época.

Fracasso! Era esse o sentimento que permeava o coração dos discípulos durante os dias em que Jesus esteve morto.

Ao cair da tarde daquele primeiro dia da semana, estando os discípulos reunidos a portas trancadas, por medo dos judeus… (João 20:19)

Confinados no cenáculo (local onde ocorreu a Última Ceia), tristes e desesperançosos, eles se perguntavam como aquele homem tão poderoso teria se deixado tão à mercê dos cruéis soldados.

As lamentações e choro dos discípulos não permitiram que eles acreditassem nos primeiros relatos de que Jesus estava vivo:

Quando Jesus ressuscitou, na madrugada do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena… Ela foi e contou aos que com ele tinham estado; eles estavam lamentando e chorando. Quando ouviram que Jesus estava vivo e fora visto por ela, não creram. Depois Jesus apareceu noutra forma a dois deles, estando eles a caminho do campo. Eles voltaram e relataram isso aos outros; mas também nestes eles não creram. (Marcos 16: 9-14)

Mas algo aconteceu aos discípulos naquele primeiro dia da semana.

Os covardes que fugiram, negaram, choraram e se confinaram amedrontados, repentinamente, ergueram-se e tornaram-se corajosos, quase que da noite para o dia.

Do confinamento por medo de um fim tão trágico quanto o do seu Mestre, eles saíram para o confronto, para se colocarem à disposição de serem flagelados e torturados, sujeitos a ameaças de morte pelos métodos de execução mais cruéis dentre os então conhecidos.

Volto a pensar na minha historinha de três pessoas fazendo um pacto para manter uma versão de uma história até o fim, sabendo que essa história seria uma mentira. Será que sob as pressões psíquicas impostas a uma pessoa ameaçada de morte, as três suportariam tais ameaças em prol de algo que sabiam ser fraudulento? E 11 pessoas?

Citando Josh McDowell:

A resposta geralmente em rebatida é a seguinte: “Ora, muitas pessoas já morreram por causa de uma mentira: o que isto prova?”

Sim, muitas pessoas já morreram por causa de mentiras, mas elas pensavam tratar-se de uma verdade. Ora, se a ressurreição de Jesus não ocorreu (isto é, se é falsa), os discípulos sabiam disso. Não sei como poderiam estar enganados a este respeito. Portanto, estes 11 homens (Judas já havia se suicidado após ter traído Jesus) não somente morreram em defesa de uma mentira – e aqui é que está o x da questão – mas ele sabiam que era mentira. Seria difícil encontrar 11 pessoas, na História, que estivessem dispostas a morrer em defesa de uma mentira, sabendo que era mentira.

E sabe como morreram os “covardes” discípulos por defenderem Jesus e Sua ressurreição?

Pedro Crucificado de cabeça para baixo, pois não se achava digno de morrer igual ao seu Senhor
André Crucificado
Mateus Morte pela espada
João Morte natural
Tiago1 Crucificado
Filipe Crucificado
Simão Crucificado
Tadeu Morto a flechadas
Tomé Traspassado por uma lança
Bartolomeu Crucificado
Tiago2 Morte pela espada
Tiago3 (irmão de Jesus, tornou-se discípulo depois da ressurreição de Cristo) Apedrejado
  • Que fato gerou tamanha motivação nos discípulos depois de quase três dias de profunda tristeza?
  • O que motivou Pedro a discursar inflamada e abertamente em Jerusalém (o palco dos cruéis acontecimentos) sobre Cristo? (Atos dos apóstolos 2:14-41)
  • O que levou Estevão, que nem era um dos 12, a morrer apedrejado por  falar abertamente sobre o tal Rei dos Judeus que havia ressuscitado? (Atos dos apóstolos 7:57-58)
  • Qual a motivação que tinham Pedro e João, diante do impiedoso Sinédrio (corte Suprema da lei judaica), para anunciar Cristo com ousadia tal, a ponto de surpreender estes homens, como cita o texto abaixo?

Vendo a coragem de Pedro e de João, e percebendo que eram homens comuns e sem instrução, ficaram admirados e reconheceram que eles haviam estado com Jesus. (Atos dos apóstolos 4:13)

Enfim, teria ainda milhões de histórias pra contar, mas não cabem aqui. Detalhes sobre os dias que sucederam à ressurreição de Cristo encontram-se no livro Atos dos Apóstolos, da Bíblia Sagrada. Recomendo a leitura.

Finalizo este post com mais uma citação de Josh McDowell:

“Os discípulos passaram pelo teste da morte para provar a veracidade de suas afirmações. Creio e confio em seu testemunho, mais do que no de outras pessoas que conheço hoje, pessoas que não estão dispostas nem a atravessar uma rua para defender aquilo em que acreditam, quanto mais a morrer por isso.”

Abraços de quem não morreria por uma mentira mas queria ter a coragem dos discípulos de Cristo para morrer por uma Verdade, se preciso fosse.

Aline Alencar


P.S.: Este é o 4º texto de um série de sete textos.


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Ok. Acredito que Cristo é Deus, pois a Bíblia afirma isto em toda parte. Tudo bem. Assunto encerrado? Não!

Há um fato muito estranho e inconcebível para muitas pessoas: a ressurreição de Cristo. Essa ressurreição ocorreu mesmo?

Jesus de Nazaré, o profeta judeu que se declarou ser o Cristo anunciado pelas escrituras judaicas, foi preso, considerado criminoso político e crucificado. Três dias após sua morte e sepultamento, algumas mulheres foram ao seu túmulo e descobriram que seu corpo havia desaparecido. Os discípulos declaravam que Deus o ressuscitara dos mortos, e que lhes aparecera várias vezes, antes de subir aos céus.

Os cristãos acreditam que Jesus ressuscitou corporalmente no tempo e no espaço, pelo poder sobrenatural de Deus.

A partir deste fato, o cristianismo espalhou-se por todo o Império Romano e continuou a exercer grande influência no decorrer dos séculos.

Sem ressurreição o cristianismo não faz sentido.

No entanto, apesar de a ressurreição ser a base de todo o cristianismo, creio que este seja, para muitos, o fato mais difícil de “engolir” na história de Cristo. Acreditar que Ele existiu, tudo bem. Que Ele é Deus ainda vai, mas que ele ressuscitou dos mortos? Me poupe!!

No entanto, a história do túmulo vazio, segundo Paul Althaus, não poderia, em Jerusalém, subsistir nem por um dia, nem por uma hora, se o fato de que o túmulo estava vazio não tivesse sido constatado e firmado, por todos os envolvidos na questão.”

Há algumas teorias que tentam justificar o “boato” da ressurreição:

1) Estaria o corpo de Jesus num outro túmulo e não no que estava vazio?

    Quando terminou o sábado, Maria Madalena, Salomé e Maria, mãe de Tiago, compraram especiarias aromáticas para ungir o corpo de Jesus.

    No primeiro dia da semana, bem cedo, ao nascer do sol, elas se dirigiram ao sepulcro, perguntando umas às outras: ‘Quem removerá para nós a pedra da entrada do sepulcro?’

    Mas, quando foram verificar, viram que a pedra, que era muito grande, havia sido removida.

    Entrando no sepulcro, viram um jovem vestido de roupas brancas assentado à direita, e ficaram amedrontadas. ‘Não tenham medo’, disse ele. ‘Vocês estão procurando Jesus, o Nazareno, que foi crucificado. Ele ressuscitou! Não está aqui. Vejam o lugar onde o haviam posto.’ (Marcos 16: 1-6)

    Teriam tais mulheres se enganado e ido ao túmulo errado?

    Pedro também foi ao túmulo e, de fora, viu as vestes tumulares, mas sem ninguém dentro delas.

    Pedro, todavia, levantou-se e correu ao sepulcro. Abaixando-se, viu as faixas de linho e mais nada; afastou-se, e voltou admirado com o que acontecera. (Lucas 24: 12)

    Pedro também foi ao túmulo errado?

    Cabe lembrar aqui que Jesus morreu por desafiar as autoridades religiosas da época ao se autodenominar Deus. Sua ressurreição dos mortos só comprovaria tal afirmação. Seria de total interesse das autoridades judaicas acabar de vez com o um ‘boato’ como este.

    Se as pessoas estavam visitando o túmulo errado e espalhando conversas a respeito de uma falsa ressurreição de Cristo, não teriam as autoridades judaicas desfilado em praça pública com o corpo de Jesus provando que ele estava morto? Dessa forma, eles calariam a massa que alvoroçadamente divulgava o grande milagre da ressurreição e abafariam a idéia de um cristo vivo, que tanto os afrontava. No entanto, não foi isso que fizeram.

    Enquanto as mulheres estavam a caminho, alguns dos guardas dirigiram-se à cidade e contaram aos chefes dos sacerdotes tudo o que havia acontecido. Quando os chefes dos sacerdotes se reuniram com os líderes religiosos, elaboraram um plano. Deram aos soldados grande soma de dinheiro, dizendo-lhes: ‘Vocês devem declarar o seguinte: Os discípulos dele vieram durante a noite e furtaram o corpo, enquanto estávamos dormindo.  Se isso chegar aos ouvidos do governador, nós lhe daremos explicações e livraremos vocês de qualquer problema’. (Mateus 28: 11-14)

    2)   A teoria do desmaio

    Difundida por Karl Venturini há vários séculos e frequentemente citada ainda hoje, a teoria do desmaio afirma que Jesus realmente não morreu, mas simplesmente desmaiou de exaustão, devido à perda de sangue. Com isso, todos pensaram que ele estivesse morto. No entanto, mais tarde ele voltou a si e os discípulos acreditaram tratar-se de uma ressurreição.

    O cético David Friedrich Strauss, que não acredita na ressurreição de Cristo, foi a pessoa que desferiu o golpe mortal a qualquer ideia de que Jesus possa ter simplesmente revivido de um desmaio.

    É impossível que um homem que fugira de um túmulo, semi-morto, e que vagueara de um lado para outro fraco e doente, necessitado de cuidados médicos e da aplicação de bandagens às suas feridas, precisando de encorajamento e outros cuidados, pudesse dar aos discípulos a impressão de que era um vitorioso sobre a morte e sobre o túmulo, de que era o príncipe da vida, uma impressão que iria constituir a base para o futuro ministério deles. Recobrando-se de um desmaio somente, ele teria enfraquecido a impressão que deixara neles em vida e na sua morte, e, quando muito, teria emprestado à sua imagem um tom de lirismo, mas absolutamente não poderia haver transformado seu sofrimento em entusiasmo, nem elevado sua reverência, tornando-a adoração. (David Friedrich Strauss)

    Foi a certeza de um Cristo ressurreto que impulsionou os discípulos a fundarem as bases do cristianismo.

    No percurso de Jesus desde a sua prisão pelos guardas romanos até ao local de sua morte na cruz, houve medo e abandono por parte dos discípulos. Angustiados com a hipótese de lhes acontecer o mesmo fim de Jesus, os discípulos, um a um, iam abandonando o homem bom com o qual conviveram e confiaram durante três anos, mas para o qual não esperavam um fim tão trágico, mas sim um golpe final glorioso.

    A morte de Cristo foi para os discípulos uma decepção.

    A ressurreição de Cristo fez ressurgir no coração dos 11, a esperança e a certeza de que aquele homem era de fato Deus.

    Repito: sem ressurreição o cristianismo não faz sentido.

    Sem ressurreição talvez tivéssemos ouvido falar apenas do Pedro que negou a Cristo três vezes antes de o galo cantar. Jamais teríamos ouvido falar do homem no qual se transformou o covarde Pedro: corajoso, entusiasmado, ousado. Um homem que convenceu a muitos de que Cristo era realmente o Messias prometido por Deus para salvar a humanidade, mesmo diante das ameaças à vida de quem divulgava este fato.

    Pedro, que havia negado que conhecia Jesus por medo de morrer numa cruz, ao final da sua vida, pediu que fosse morto crucificado de cabeça para baixo, pois não lhe era digno morrer como seu Senhor havia sido morto.

    Diante desses fatos e de muitos outros que não cabem neste espaço, só posso repetir as palavras do apóstolo Paulo: … Se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé.” (1 Coríntios 15:14)

    Abraços de quem acredita piamente que Jesus está VIVO,

    Aline Alencar


    P.S.: Este texto é o terceiro de uma série de sete posts.
    P.S.2: Várias ideias desse texto foram baseadas no livro “Mais que um carpinteiro” de Josh MacDowell.